quinta-feira, 8 de setembro de 2011

ACÚSTICO

Aonde Quer Que Eu Vá


Olhos fechados
Prá te encontrar
Não estou ao seu lado
Mas posso sonhar
Aonde quer que eu vá
Levo você no olhar
Aonde quer que eu vá
Aonde quer que eu vá...

Não sei bem certo
Se é só ilusão
Se é você já perto
Se é intuição
E aonde quer que eu vá
Levo você no olhar
Aonde quer que eu vá
Aonde quer que eu vá...

Longe daqui
Longe de tudo
Meus sonhos vão te buscar
Volta prá mim
Vem pro meu mundo
Eu sempre vou te esperar
Larará! Lararára!...

Não sei bem certo
Se é só ilusão
Se é você já perto
Se é intuição
E aonde quer que eu vá
Levo você no olhar
Aonde quer que eu vá
Aonde quer que eu vá...



Todo Azul do Mar
(Flavio Venturini/R. Bastos)
Foi assim como ver o mar
A primeira vez que meus olhos
Se viram no seu olhar
Não tive a intenção
De me apaixonar
Mera distração
E já era o momento de se gostar
Quando eu dei por mim
Nem tentei fugir
Do visgo que me prendeu
Dentro do seu olhar
Quando eu mergulhei
No azul do mar
Sabia que era amor
E vinha pra ficar
Daria prá pintar todo azul do céu
Dava prá encher o universo da vida
Que eu quis prá mim
Tudo que eu fiz
Foi me confessar
Escravo do teu amor,
Livre para amar
Quando eu mergulhei
Fundo nesse olhar
Fui dono do mar azul
De todo azul do mar
Foi assim como ver o mar
Foi a primeira vez que eu vi o mar
Onda azul, todo azul do mar
Daria pra beber todo azul do mar



Todo o Amor Que Houver Nessa Vida (Cazuza)
Eu quero a sorte de um amor tranqüilo
Com sabor de fruta mordida
Nós na batida, no embalo da rede
Matando a sede na saliva
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum trocado pra dar garantia
E ser artista no nosso convívio
Pelo inferno e céu de todo dia
Pra poesia que a gente não vive
Transformar o tédio em melodia
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum veneno antimonotonia
E se eu achar a tua fonte escondida
Te alcanço em cheio, o mel e a ferida
E o corpo inteiro como um furacão
Boca, nuca, mão e a tua mente não
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum remédio que me dê alegria




Furacão


Na paisage dessa vida
Um furacão se aproxima
É ocê rodupianu
Nus meus óios de minina!

Baú

Cansei de algumas "velharias" que me habitam...algumas guardarei como recordações...experiências para engrandecer o espírito...o baú está limpo...recomeçar o que está por vir...e recordar sempre que tiver vontade, aquilo que passou e ainda traz felicidade...o casulo está vazio...

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Alice Ruiz

Teu corpo seja brasa

Alice Ruiz

teu corpo seja brasa
e o meu a casa
que se consome no fogo

um incêndio basta
pra consumar esse jogo
uma fogueira chega
pra eu brincar de novo










por uma só fresta
entra toda a vida
que o sol empresta


rede ao vento
se torce de saudade
sem você dentro




segunda-feira, 16 de maio de 2011

Haicais


na manhã nublada
na simplicidade do vento
amanhe(SER)-te.

Clau Borges

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Palavras e Silêncios...

Silêncio
prá dizer
que esse
amor
foi vão,
e não
passou
de um
grão.

Palavras
prá calar
esse coração
que agora
revive,
renasce,
reabre
novo
e são.

domingo, 25 de outubro de 2009

NA TUA REDE ESTENDIDA...

Uma rede na varanda
Um amanhecê tão febril
Um gole d’água do pote
Pra matá a sede de abril

Na lida dos dias infindos
Uma saudade canavial
Dos teus olhos lindos
Do teu chero laranjal

Uma fulô nos meus cabelos
Desenhando um carrossel
Perfumando teus carinhos
Da Terra inté o Céu.

Na cantoria das madrugadas
Te dexá livre, sem rumo
E na volta, nas estradas
Te aninhá, te dar o prumo.

Uma vontade de cantá
Que nem passarim de manhã
Uma vontade de te amá
Com gosto de romã

Uma vontade de ficá
Na bera do rio a te esperá
Uma vontade de voltá
Pro teus braços de luá

E a fulô dos meus cabelos
Já não tem chero ou frescor
Vive a esperá teu carinho
Vive a desejá teu amô

E a fulô nos meus cabelos
Toda murcha agora implora
Por teu canto, teus segredos
Por teu gosto de amora.

24/03/08

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Meus passos descobrirão
uma nova estrada.
ao passo que teu chão
sempre será esse caminho
de terra batida e empoeirada.

ANIL...

Uma noite quente
Manda calar as dores...
Orvalho transPIRA!



Na tarde febril
A saudade chora
Azul no lago.




a noite assovia
o último suspiro
do amor findo.

domingo, 13 de setembro de 2009

Perdição

Penetra
deita,
come,
roça,
e me
CORA_LINA
a face rubra rosa.

Para Alice!

ALÍ
CE
fez
meu
coração
RUIr
de
veZ

sábado, 5 de setembro de 2009

Ampulheta!


Boca seca...

dor no peito...

nó na garganta...

coração descompassado...

sentimento alucinado

de te querer prá

sempre ao meu lado.

Lareira

No assoalho gélido

a marca decifrável

dos teus passos.
desvio,
destino,
desvario,
desvelo,
desejo
dormente,
doravante
doente,
doce
drágea,
drama
dolente,
do dúplice
beijo
teu.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Certeza!

Não quero esse
amor planador
que insiste em
olhar-me por
dentro.
Não quero esse
amor passional,
sorrateiro,
solstício,
vibrante.
Não quero esse
amor sem tarde
de outono,
mecânico,
vulcânico.
Quero a
simplicidade
do sim ou
a sutileza
do não!
O uivo do vento

pela fresta,

melodia aguda...

você se manifesta!
O convexo
sem nexo
do teu sexo
no meu plexo.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Degradè

Divina
a dor
da diva...
doidiva.
Em silêncio
a saudade
semi_breve
do teu verso.
Dia cinza...
e você me fez
arco-íris
de desejos.

domingo, 23 de agosto de 2009

Para uma voz e um violão...

Já que diz que não me quer
porque não dá a cara á tapa
porque não faz
uma melodia
uma fuga
uma sonata
porque deixa
esse sol
sustenido
suspenso
na pauta?





Nada do que me diga
fará com que eu esqueça
aquela noite linda,
onde teus olhos me desnudaram
tuas mãos me decifraram
e a tua boca me acolheu.




Tua presença num instante
se fez real e provocante,
Tua voz linda e louca
percorrendo a minha boca,
Teu toque sutil pelo meu corpo
arrepiando toda a pele,
Teu lindo olhar refeltindo
teu desejo em meu vestido,
E por dentro dessa veste
um fogaréu contido,
E esse teu que de paraíso
Invadindo meus sentidos.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

NÓS!


Não basta desfazer os laços.

É preciso desatar os nós...

Clau!